terça-feira, 11 de outubro de 2011

DN JOVEM SEMPRE



A propósito do recente lançamento do livro de Helena de Sousa Freitas “O DN Jovem entre o papel e a net”, quero fazer uma justa homenagem a Manuel Dias, pela sua enorme generosidade, através de um gesto simples mas muito sentido. Reproduzo aqui um “conselho” que tive a honra de receber em 1996:
“(…)Tenta ver uma colagem como uma abstracção, um conjunto de elementos que se justapõem, se sobrepõem, que lutam entre si ou que dialogam em harmonia. A força de uma imagem advém das relações que se estabelecem entre esses elementos e não tanto da genial ideia que se possa ter tido”.

Aproveito ainda para partilhar a minha própria reacção à passagem do DN Jovem do papel para a internet:
“QUEREM PERDER LEITORES?
Abrir o DNJ, no passado dia 21, só me trouxe tristeza. Porquê pôr fim aos números em papel? Não consigo compreender a razão, e principalmente a vantagem desta opção, a meu ver, súbita e radical. Porquê o DNJ unicamente disponível na Internet? Não nego a crescente importância desta, mas não podemos ignorar que o seu acesso é ainda muito restrito. Na minha opinião, o DNJ não tem nada a ganhar com esta decisão, a não ser que o seu objectivo principal seja perder leitores”.
(Diário de Notícias, 28 de Maio de 1996)

E ainda, a minha carta de despedida:
“Caro DN Jovem,
É com muita tristeza que me despeço de ti, na qualidade de colaboradora, visto ter atingido o limite de idade…
Gostei muito de fazer parte da tua vida e da tua história. Agradeço o simples facto de existires.
Ao longo destes anos, tens constituído uma referência para mim, assim como, tens representado uma “fonte de inspiração criadora” para todos os meus trabalhos (ilustrações, fotografias e textos).
Foi gratificante ver as minhas “pequenas obras” nas tuas páginas e mais tarde, em versão net (acompanhando inevitavelmente o desenvolvimento das novas tecnologias!)
Despeço-me com carinho e muita saudade
Adeus e até sempre…”



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