quarta-feira, 30 de abril de 2008

Eu amo, logo existo



Vale a pena amar? Amar é sempre sinónimo de sofrimento?
Sinto-me tentada a responder: Sim. Vale sempre a pena amar, apesar do sofrimento.
Porque mais vale sofrer por amor do que jamais experimentar o amor. Porque amar também é sinónimo de felicidade. Porque a capacidade de amar é a nossa maior virtude.
O amor torna-nos mais fortes e, ao mesmo tempo, mais frágeis. O amor não se explica, vive-se. Tal como a poesia.
Ama-se com o corpo e com a alma. Com o coração e o pensamento. Ama-se porque se é livre para amar. Ama-se porque só o amor dá sentido à vida.
Eu amo, logo existo.
O amor é esta mistura de olhares, de beijos, de carícias, de lágrimas, de sexo, de riso, de paixão, de calor, de ilusão, de solidão, de felicidade, de musicalidade, de carinho, de angústia, de verdade, de medo, de nostalgia, de raiva, de mistério, de amizade, de misticismo, de força, de mentira, de ódio, de arte, de mágoa, de arrependimento, de aventura, de atracção, de ressentimento, de rotina, de dor, de paz, de liberdade, de tristeza, de desejo, de contradição, de cor, de fraqueza, de invenção, de suor, de alegria, de fatalidade, de sofrimento, de poesia… É uma autêntica amálgama sem sentido.
É desordem, é dualidade, é paradoxo.
É efémero-eterno.

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