sábado, 12 de março de 2011

Entrevista de Emílio Rui Vilar ao Semanário Expresso (Revista Única) de hoje


E qual é o seu olhar crítico sobre os partidos políticos? Há de facto, como se diz, menos pessoas interessantes e competentes na política?
O exercício da política tornou-se extremamente oneroso. É preciso ter qualidades de resistência anímica para aguentar a pressão do dia-a-dia, designadamente aquela que é exercida pela comunicação social, isto por um lado. Por outro, o nosso sistema não favorece a carreira política numa base progressiva. O facto de as listas serem organizadas pelas direcções dos partidos favorece um sistema de relacionamento e de vida interna dos partidos que acho não é o mais saudável. As pessoas não são postas à prova pelas suas capacidades e aptidões, mas cooptadas pelo modo como se integram nos aparelhos, que são necessários mas também fonte de muitas situações malsãs. Isso conduziu a que a progressão na carreira política não se fizesse muitas vezes por um sistema de mérito, mas por um sistema que não conduz a que os melhores estejam na política”.

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