Ontem no contexto das comemorações dos 99 anos da implantação da República Portuguesa, no seu discurso, o Presidente exortou os portugueses a “participar na vida cívica, ao invés de se queixarem sistematicamente do Estado ou da classe política”. O bom senso parece ter regressado ao Palácio de Belém, depois da infeliz novela das “escutas”, sobre a qual já se disse tudo.
De facto, nós cidadãos temos o direito e o dever de participar na nossa própria vida, já que a política só faz sentido ao serviço do bem-estar da comunidade.
O respeito pela política e pelos políticos é por isso um ponto de partida essencial para a mobilização de todos os cidadãos, pois é com base no exemplo da forma de fazer política e da substância da política em si, que o cidadão decide se quer ou não envolver-se. Infelizmente, a elevada percentagem de abstenção das últimas eleições legislativas, faz pensar que a nossa democracia ainda tem um longo caminho a percorrer até chegar ao desejável envolvimento generalizado dos cidadãos na vida política.
Mas, quando os cidadãos decidem efectivamente participar, enfrentam outra questão, não menos pertinente: como participar civicamente?
No meu caso particular, decidi fazê-lo também através de um Partido Político (PS) com cujos ideais me identifico desde sempre: Liberdade, Democracia, Igualdade, Solidariedade.
Hoje estou a vivenciar a experiência de participar na campanha para as eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro e apercebo-me com inquietação e indisfarçável desilusão que as rosas também têm espinhos.
Neste sentido, dirijo-me sobretudo a todos aqueles que, tal como eu, querem participar livremente na construção de um futuro melhor para todos, e têm vontade de contribuir positivamente para a renovação da política e dos políticos e para elevar o interesse e o respeito dos cidadãos pela política e pelos políticos: para recentrar a política ao serviço do bem comum é preciso acreditar na mudança e é indispensável ter coragem, perseverança e esperança para ultrapassar os obstáculos que nos “plantam” pelo caminho.
Sem comentários:
Enviar um comentário