quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Palavras Criativas entrevista…Maria Olívia Diniz Sampaio (Presidente do Círculo Nacional D’ Arte e Poesia)




Palavras Criativas – Como surgiu a ideia de criar o Círculo Nacional D’ Arte e Poesia (CNAP)?

Maria Olívia Diniz Sampaio – Devido a ver muitos poetas que tinham seus versos guardados em gavetas e não os publicavam, nem sequer nos jornais regionais, e claro, não podiam editar um livro de poesia; assim como pintores que nunca expunham, nem nas respectivas Juntas de Freguesia.

E como frequentava algumas tertúlias ou instituições e via que era negativo a “Poesia Popular”, daí surgiu a ideia de fundar uma instituição que divulgasse os poetas, tanto nos Boletins, como nas Antologias e em Espectáculos onde podiam ir declamar a sua poesia. Igualmente fazer Exposições Colectivas para os pintores mostrarem os seus trabalhos. A primeira Exposição decorreu na Junta de Freguesia da Ajuda.

O Círculo Nacional D’ Arte e Poesia foi fundado em Julho de 1989, sendo seus fundadores Maria Olívia Diniz Sampaio, sua Presidente da Direcção, em cooperação com Vitor Castelinho, António Inverno, Rosa Soledade Couto, Ermelinda Naia, Maria de Lourdes Agapito, Francisco Lopes, António José Diniz Sampaio e Luís Filipe Soares e Paulo Armindo.

Actualmente às quintas-feiras, temos um convívio poético no Café Martinho da Arcada, das 16h às 18 horas.

Palavras Criativas – Fale-nos dos associados do CNAP (número de associados, sexo, idades)?

Maria Olívia Diniz Sampaio – Distribuição Geográfica: Lisboa, Évora, Barreiro, Odemira, Portalegre, Arroches, Assumar, Santo Aleixo, Cabeço de Vide, Torrão, Aviz, Mangualde, Amora, Caneças, Amadora, Oeiras, Carcavelos, Vale de Cambra, Linda-a-Velha, Pinhal Novo, Algés, Figueira da Foz, Entroncamento, Areias (Santo Tirso), assim como pelo estrangeiro temos um sócio no Canadá e uma em Edimburgo.

O total de sócios até agora é de 316, mas, infelizmente alguns, por motivos financeiros deixaram de ser sócios e muitos já faleceram, entre os quais, dos que momentaneamente me recordo: o fundador Vitor Castelinho, os poetas Caeiro de Pavia, António Baleizão, Maria Sampaio, Manuel Nunes Cebolas, António Silvestre, Manuel Lourenço Monteiro, Maria da Glória Cabral, Helena Bandeira…, as pintoras Rosário Santos, Olívia Caseiro e Z’ Eça.

Sem dúvida que há mais poetas e pintores do sexo feminino que do masculino e as idades são mais entre os 40 e tal e 70 e tal, se bem que haja alguns de 20 e tal, 30 e tal anos, mas poucos.

Palavras Criativas – Fale-nos da X Antologia Poética editada pelo CNAP

Maria Olívia Diniz Sampaio – Antologia com 160 páginas e 62 poetas. Comecei por escrever para os jornais regionais, de seguida aos sócios do CNAP. Após ter mais de 40 poetas comecei a escrever os poemas no computador e finalmente fui à Tipografia, aliás Gráfica Guedelha, em Portalegre, para editarem a Antologia, e claro, diversas vezes fui ver as provas. A capa é de autoria do pintor José Dominguez, tal como a contracapa e o Prefácio de Rosa Lapinha. Depois a X Antologia foi primeiramente lançada na Sociedade de Língua Portuguesa (Lisboa) e em Julho no Centro Cultural de Arronches (sítios onde já é habitual lançar as Antologias).

Brevemente irei começar a escrever tanto para os jornais como para os sócios do CNAP, sobre a “XI Antologia”. Deixo aqui o texto: “Poetas Portugueses que queiram participar na “XI Antologia Poética do CNAP”, peçam informações através do número 213 973 717, a partir das 21 horas”.

Palavras Criativas – Partilhe uma história curiosa sobre o CNAP

Maria Olívia Diniz Sampaio – Durante a semana costumava ir sempre a inaugurações de Exposições em diversas Galerias. Um dia, calhou falar com o pintor e escultor Mestre Figueiredo Sobral e claro, falei-lhe do CNAP, o qual ia ter uma Exposição Colectiva de Pintura na Biblioteca de São Lázaro, isto na década de 90, e o Mestre Figueiredo Sobral esteve presente na inauguração, do qual me sensibilizou bastante. De vez em quando ia rever a Exposição e um dia, acabou por se fazer nosso sócio, e participou em várias Exposições Colectivas do CNAP, assim como nalgumas Antologias, da qual foi o autor da capa e contracapa da “VI Antologia”, o que nos orgulha bastante.

Palavras Criativas – Obrigada por ter aceite este desafio e deixe-nos uma mensagem “poética”

Maria Olívia Diniz Sampaio

“Círculo Nacional D’ Arte e Poesia”

Adoro a Poesia e a Arte

e tanto, tanto pensei,

tantas voltas dei,

até que…finalmente

em 1989 um grande grupo fundei!...


Foi assim que nasceu

O Círculo Nacional D’ Arte e Poesia!...

Sempre, sempre em contacto

com Juntas de Freguesias,

Câmaras Municipais,

Bibliotecas, Cafés,

Casas de Espectáculos,

p´ra divulgar e bem

os Poetas / Pintores / Escultores,

do Círculo Nacional D’ Arte e Poesia

nas Exposições e Espectáculos.

Os Poetas no palco

com sua lírica voz,

lá realizam seu sonho

em declamar Poesia.

E os Pintores / Artesãos…

nas Galerias das Juntas de Freguesias

a mostrarem suas telas,

aguarelas, vitrais, peças…

que com tanto amor e

tanta inspiração fizeram!...


E através da imprensa

também já editámos

miscelâneas de Poesia,

aliás Antologias Poéticas.

E em 2009, 2009

já estamos caminhando

para a X Antologia Poética

do Círculo Nacional D’ Arte e Poesia!...

Viva o Círculo Nacional D’ Arte e Poesia!...


Maria Olívia Diniz Sampaio

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

À conversa com a CAIS


Divulgação da entrevista no site CRIAR 2009, via twitter e no Facebook.

Palavras Criativas entrevista...CAIS


Palavras Criativas – Como surgiu a ideia de criar a CAIS?

Cais – A Associação CAIS foi criada no dia 20 de Maio de 1994 para apoiar a construção ou a recuperação da autonomia de pessoas em situação de pobreza extrema e exclusão social, nomeadamente, os sem-abrigo.

O acesso a direitos fundamentais, foi desde o seu início, a chave capaz de promover e proteger a autonomia de cidadãos situados à margem de uma participação activa, na sociedade portuguesa.

Deparada com vidas entregues ao abandono da rua, internamente fragmentadas, desafiliadas, carentes de afecto, de propósitos de vida, de competências pessoais, sócio-laborais e de recursos técnico-profissionais e financeiros, a Associação CAIS ousou apostar em estratégias que contribuíssem para o sarar de feridas e a capacitação de pessoas.

Palavras Criativas – Fale-nos das diversas actividades promovidas pela CAIS (Revista, Formação…)

Cais – O mais visível é sem dúvida a revista, criada a partir, sobretudo do modelo inglês, The Big Issue, a CAIS é um notável instrumento de capacitação. Vendida na rua, exclusivamente por pessoas em situação de sem-abrigo, a CAIS é ocupação, rendimento económico e permite um crescente cuidado de si e o reatar de laços comunicacionais com o público, para além de evitar o recurso ao roubo ou pequeno crime, na falta de dinheiro.

70% do preço de capa fica imediatamente com o vendedor, 15% com cada uma das organizações distribuidoras e os restantes 15% com a Associação CAIS.

O objectivo, depois de um período de venda de 12 a 24 meses, é que as pessoas se integrem no mercado de trabalho ou encontrem formas de sustentação económica mais estáveis. No entanto, todos os que, por razões de saúde ou de idade, não encontrarem soluções mais adequadas ao seu problema económico, podem continuar a vender a CAIS.

Futebol de Rua, a CAIS tem apostado no poder mediático do futebol para colocar no centro da agenda política e dos media em Portugal o debate sobre o fenómeno da pobreza e exclusão.

Todos os anos é organizado um torneio nacional de futebol de rua, para adolescentes/jovens e adultos, em situação de pobreza extrema, em parceria com governos civis, municípios e outras organizações. A partir dos participantes em cada final são depois constituídas duas equipas: uma para participar no Festival Europeu de Futebol de Rua e outra para o Mundial de Futebol dos Sem-abrigo.

De salientar que mais de 75% das pessoas que têm participado nesta iniciativa revelam mudanças significativas nas suas vidas.

Aventurarte, uma iniciativa sociocultural e desportiva que promove o direito à cultura para pessoas em situação de pobreza extrema e exclusão social.

Realiza-se, anualmente nas cidades do Porto, Coimbra e Lisboa, reunindo utilizadores de diferentes instituições e empresas num peddy paper à descoberta do património histórico, artístico, e cultural do país, presente nestas cidades.

Além do encontro com o património cultural da humanidade, este projecto permite facilitar o acesso a diferentes expressões culturais, o convívio, a partilha de histórias e experiências de vida.

Centros CAIS, Porto e Lisboa. Os centros CAIS foram criados para ajudar a reconstruir a vida de pessoas em situação de pobreza extrema, durante as horas do dia. As duas comunidades de inserção, constituídas por uma população que varia, diariamente, entre as 30 e as 50 pessoas, trabalham as competências pessoais, sociais e profissionais de cada um, através do acompanhamento pessoal e da utilização de diferentes espaços formativos, culturais e recreativos.

Depois de um período de permanência, planeado de acordo com o historial e as necessidades de cada um, as pessoas são ajudadas a dar seguimento à autonomia que foram capazes de recuperar ou aprender. O emprego e a habitação própria são as etapas que se seguem.

Congressos, a CAIS organiza anualmente um congresso de três dias com oradores nacionais e estrangeiros para debater um tema considerado pertinente e oportuno. O objectivo é estudar, discutir, partilhar e clarificar, conceitos, ideias e práticas que possam exigir mais de quem governa e conduzir a uma melhor e mais adequada intervenção social no terreno.

Estes congressos tornaram-se um espaço importante de debate em Portugal, reconhecido, ao longo dos anos, por diversas figuras do governo, que já por lá passaram.

De cada um dos congressos têm resultado pequenas publicações, a que se tem dado o nome de Ensaios CAIS. A falta de estudos sobre alguns temas tem feito das publicações CAIS uma proposta oportuna de referência.

Palavras Criativas – Obrigada por ter aceite este desafio e deixe-nos uma mensagem “solidária”

Cais – Junte-se a nós! Só assim, seremos capazes de dar continuidade ao trabalho que desenvolvemos diariamente, combatendo as assimetrias sociais, daqueles que hoje são os mais vulneráveis.

Ajude-nos a despertar consciências e a fazer acontecer.

Para saber mais sobre a CAIS, consulte o sítio http://www.cais.pt/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

QUERIA+ Nº. 2 / Outubro 2009













QUERIA+

Criatividade, Imaginação, Afecto
Para descobrir, aqui

Procura-se estabilidade governativa

O Primeiro-Ministro José Sócrates vai continuar a governar Portugal, com a legitimidade democrática conquistada nas recentes eleições legislativas que deram a vitória ao Partido Socialista.

Depois de indigitado, José Sócrates abriu-se ao diálogo com os partidos políticos – PSD, CDS/PP, BE e PCP – auscultando a sua vontade política para fazer coligações ou acordos parlamentares com o PS. Tendo em conta as recusas tanto da esquerda como da direita, o PS prepara-se para governar sozinho.

José Sócrates vai apresentar ao Presidente da República a composição do futuro Governo minoritário que se espera ser uma equipa competente, coesa e politicamente forte, de forma a não defraudar as legítimas expectativas dos portugueses.

Também se aguarda com expectativa que a oposição assuma com responsabilidade o seu papel, contribuindo para criar as necessárias condições de governabilidade, designadamente viabilizando o Programa de Governo e o Orçamento de Estado para 2010, dois marcos fundamentais para o arranque da nova legislatura e para a desejável estabilidade governativa.

Ao PS cabe honrar o compromisso que assumiu com os portugueses de fazer “Avançar Portugal”, num contexto desfavorável de crise económica e social, através de uma governação responsável, baseada numa verdadeira capacidade de diálogo e negociação.

Juntos vamos conseguir!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Interrupção Criativa


O blogue “Palavras Criativas” regressa no dia 1 de Novembro.

Saudações Criativas!

Autárquicas 2009: Último dia de Campanha

Prémio Nobel da PAZ 2009 para Barack Obama

Para saber mais, clicar aqui


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nobel da Literatura 2009 – Herta Muller

Para saber mais sobre esta escritora alemã, clicar aqui

Palavras Criativas entrevista...JOÃO CASAIS (Presidente da ANEM)



Palavras Criativas – Sendo o Presidente da Associação Nacional de Esclerose Múltipla, fale-nos desta doença

João Casais – A Esclerose Múltipla é uma doença, como todas as doenças crónicas progressivas, difícil de aceitar de imediato mas com o decorrer do tempo, temos de lhe dizer sim aceito-te e viver o melhor que nos for possível.

Palavras Criativas – Quais são os objectivos da ANEM?

João Casais – Os objectivos da ANEM são a prestação de apoio às pessoas com Esclerose Múltipla e seus familiares/cuidadores para enfrentar positivamente todas as dificuldades sociais e de saúde que se lhes colocam na vida quotidiana, garantindo-se assim os direitos sociais que lhes assistem e consequentemente uma melhoria significativa da sua qualidade de vida.

Palavras Criativas – Como surgiu a ideia de avançar com um concurso de poesia, que já vai na 2ª. edição?

João Casais – A ideia do Concurso de Poesia nasce da necessidade de criar e consolidar hábitos de escrita, promover a criatividade e expressão no campo da poesia e incentivar o aparecimento de novos valores.

Palavras Criativas – Partilhe uma história da ANEM

João Casais – São tantas que é difícil escolher uma, mas uma que me marcou foi quando, finalmente, assinei a Escritura de um Terreno cedido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, para a construção de um Lar Residencial da ANEM, foi um momento emocionante que me faz sentir estar mais perto de realizar um Grande Sonho.

Palavras Criativas – Obrigada por ter aceite este desafio e deixe-nos uma mensagem solidária

João Casais – Não tenham medo da doença, temos que aprender com aquilo que temos e viver o melhor que pudemos. Somos diferentes, mas iguais e não temos menor qualidade de vida que os outros. Temos é de ver a vida de outra maneira, talvez de uma forma mais simples.

Para saber mais sobre a ANEM consulte o sítio http://www.anem.org.pt/

Entrevista de Marcos Perestrello à “Homem Magazine”








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terça-feira, 6 de outubro de 2009


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Marcos Perestrello quer fazer de Oeiras uma "smart city"

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Recentrar a política ao serviço do bem comum

Ontem no contexto das comemorações dos 99 anos da implantação da República Portuguesa, no seu discurso, o Presidente exortou os portugueses a “participar na vida cívica, ao invés de se queixarem sistematicamente do Estado ou da classe política”. O bom senso parece ter regressado ao Palácio de Belém, depois da infeliz novela das “escutas”, sobre a qual já se disse tudo.

De facto, nós cidadãos temos o direito e o dever de participar na nossa própria vida, já que a política só faz sentido ao serviço do bem-estar da comunidade.

O respeito pela política e pelos políticos é por isso um ponto de partida essencial para a mobilização de todos os cidadãos, pois é com base no exemplo da forma de fazer política e da substância da política em si, que o cidadão decide se quer ou não envolver-se. Infelizmente, a elevada percentagem de abstenção das últimas eleições legislativas, faz pensar que a nossa democracia ainda tem um longo caminho a percorrer até chegar ao desejável envolvimento generalizado dos cidadãos na vida política.

Mas, quando os cidadãos decidem efectivamente participar, enfrentam outra questão, não menos pertinente: como participar civicamente?

No meu caso particular, decidi fazê-lo também através de um Partido Político (PS) com cujos ideais me identifico desde sempre: Liberdade, Democracia, Igualdade, Solidariedade.

Hoje estou a vivenciar a experiência de participar na campanha para as eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro e apercebo-me com inquietação e indisfarçável desilusão que as rosas também têm espinhos.

Neste sentido, dirijo-me sobretudo a todos aqueles que, tal como eu, querem participar livremente na construção de um futuro melhor para todos, e têm vontade de contribuir positivamente para a renovação da política e dos políticos e para elevar o interesse e o respeito dos cidadãos pela política e pelos políticos: para recentrar a política ao serviço do bem comum é preciso acreditar na mudança e é indispensável ter coragem, perseverança e esperança para ultrapassar os obstáculos que nos “plantam” pelo caminho.


Oeiras a Sério - Em campanha


Hoje visitámos a Universidade Sénior “Nova Atena”, em Linda-a-Velha.

Para saber mais, consulte o sítio http://www.novaatena.org/

Candidatura de Marcos Perestrello em Oeiras "é para ganhar"

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Exposição “Amália, Coração Independente”


Para saber mais, aqui

Portal do Eleitor


Mais informações, aqui

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

10ª. Festa do Cinema Francês


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Oeiras a Sério


CONHEÇA OS CANDIDATOS...




Autárquicas 2009: Debate sobre OEIRAS




Amanhã às 21h na RTPN

5 de Outubro


1910 Implantação da República

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Oeiras a Sério


Leia a entrevista de Marcos Perestrello na VIP Nº. 638 (de 7 a 13 de Outubro de 2009)