quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mais Futuro












Foi ontem apresentado pelo Partido Socialista o Programa Eleitoral “Avançar Portugal” para 2009-2013, numa sessão do Fórum “Novas Fronteiras” que teve lugar no Centro Cultural de Belém.
Numa sala a fervilhar de energia, António Vitorino, coordenador do Programa, agradeceu os contributos de centenas de pessoas, salientando que não se trata de uma “lista de intenções e compromissos” mas plasma um contrato de confiança de eleitos com eleitores.
António Vitorino referiu que o Programa expressa valores da esquerda democrática, moderna, plural, aberta, cosmopolita na cultura, nos costumes e valores, empenhada na justiça social. O Programa pretende mobilizar o país, pela vontade de enfrentar e ultrapassar a crise, retomando o caminho das reformas. António Vitorino relevou ainda a importância do Programa, que defende o rigor da gestão das contas públicas, assim como, o reforço das empresas, a promoção do emprego e das qualificações, o combate à pobreza e às desigualdades, o reforço da coesão social, o incentivo à inovação, acrescentando que a ambição do Programa é fazer “Avançar Portugal” e os Portugueses.

Seguiu-se uma intervenção de Isabel Alçada sobre Educação, enunciando algumas medidas emblemáticas, designadamente: Plano Nacional de Leitura, Inglês no 1º. Ciclo, Plano de Acção para a Matemática, Música e Educação Artística, Plano Tecnológico da Educação e Magalhães, medidas de enriquecimento educativo e apoio às famílias (“Escola a tempo inteiro”, aulas de substituição e acção social escolar), expansão da rede do pré-escolar e o Programa “Novas Oportunidades”, que traduz uma nova filosofia de educação que abre a possibilidade de prossecução da qualificação; ensino profissional e sua diversificação; desporto escolar, requalificação das escolas pela empresa “Parque Escolar”.
Isabel Alçada realçou que não são medidas avulso mas com congruência, pois permitem formular três novos desígnios para a educação: todos os portugueses terem a possibilidade de frequentar o ensino secundário (formação técnica, profissional, académica); novo ciclo das “Novas Oportunidades” e consolidação das Escolas, isto é, a modernização dos equipamentos educativos.
Isabel Alçada terminou a sua exposição desejando que os Portugueses avancem em termos de conhecimento científico, de busca incessante de informação e de decisão baseada no conhecimento, e ainda, como não podia deixar de ser, que “aprofundem o prazer de ler”.

Caldeira Cabral falou de Economia, referindo a sua estreita ligação com a qualificação, num contexto de ultrapassar a crise e preparar o futuro, através de quatro apostas fortes:
- Internacionalização (Aliança para a Internacionalização de forma a reduzir os custos de acesso aos mercados e reforçando a diplomacia económica);
- Energia (sobretudo as energias renováveis para promover a eficiência energética);
- Apoio e reforço da competitividade empresarial, em particular das PME (protecção das empresas e do emprego na resposta à crise, apostando nas exportações e na criação de pólos de competitividade);
- Aproximar Portugal ao Centro (reforçar as infra-estruturas portuárias, promover ligações internacionais de forma a reduzir a condição periférica do país).
Caldeira Cabral finalizou a sua alocução, afirmando que o Programa apresenta propostas muito concretas e realizáveis.

Mário Jorge falou de saúde, referindo que é um princípio basilar de cidadania e defendendo que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o êxito mais marcante do regime democrático por reflectir uma cultura de solidariedade.
Mário Jorge salientou a relação da saúde e do crescimento económico alicerçado nos cuidados de saúde, e relevou a defesa e revitalização do SNS, assente em profissionais bem preparados e numa cultura gestionária de responsabilização, de cumprimento de objectivos e de combate aos desperdícios (Programa de Melhoria Contínua da Qualidade na Saúde), na reforma dos cuidados de saúde primários e na articulação entre vários níveis de prestação de cuidados, aludindo aos “Centros de Responsabilidade Integrados”.
Mário Jorge acrescentou que a pandemia da Gripe A, que atinge muitas pessoas, e exige múltiplas medidas de combate, demonstra a importância e centralidade do SNS, isto é, a sua capacidade de resposta, em termos de organização, recursos humanos e instalações, dado que o “SNS é um pilar essencial do Estado Social e da coesão social” pois é um direito de plena cidadania, independentemente da capacidade económica de cada um, é um património humanista e “o avanço civilizacional não é passível de privatização”.
Finalmente, o momento mais aguardado, a intervenção do Secretário-Geral do PS, José Sócrates, que começou por dizer que a apresentação do Programa Eleitoral decorria do dever de transparência, seriedade e respeito pelos cidadãos que querem conhecer as propostas do PS.
Neste sentido, José Sócrates considerou que divulgar o Programa é o cumprimento de um dever, sobretudo porque o Partido Socialista tem ideias que foram debatidas com centenas de pessoas, e nesse sentido não há necessidade de esconder ou ficar embaraçado com a defesa de ideias, como: a universalidade do SNS, a sustentabilidade da segurança social, o desenvolvimento da Escola Pública, entre outras.
José Sócrates defendeu o Estado Social, para poder estar ao lado dos que mais precisam e passou à enunciação das linhas programáticas para as próximas eleições, não sem antes agradecer a António Vitorino a coordenação do Programa, e realçar a importância da apresentação pública decorrer no espírito das “Novas Fronteiras”, ou seja, um espírito de abertura e diálogo com a sociedade civil.
José Sócrates afirmou tratar-se de um Programa ambicioso e realista, baseado em três prioridades:
1. Relançar a economia e promover o emprego,
2. Modernizar o país;
3. Desenvolver políticas sociais e combater as desigualdades (justiça social).
José Sócrates referiu-se a várias medidas do Programa, nomeadamente: investimento público, apoio às PME, Pacto para a Internacionalização, Pacto para o Emprego com os Parceiros Sociais, estágios profissionais, reforço de sectores económicos, energias renováveis, justiça mais célere, país seguro, reforço da Escola Pública, defesa do SNS, apoio às famílias, promoção de mais oportunidades e redução das desigualdades, reforço das “Novas Oportunidades”, promoção do ensino profissional, Plano Tecnológico nas escolas, duplicação da rede de cuidados continuados, duplicação do número de creches com horário alargado, ajuda às pessoas com deficiência, e mais oportunidades para os jovens (Programa Inov), “conta poupança futuro” para fomentar a natalidade.
José Sócrates insistiu na necessidade de mais igualdade, mais conhecimento, “mais futuro – esta é a marca fundamental deste Programa”, que é um Programa de acção, para fazer, para concretizar, para apoiar. Uma ideia de futuro para mobilizar o país, para combater a crise e modernizar o país. Um Programa progressista, orientado para o futuro, porque empenhado na mudança social, sem tolerar discriminações.
José Sócrates concluiu o seu discurso, dizendo que o eleitorado vai escolher entre quem convida à acção e quem fica pela desistência, entre quem quer avançar e quem quer recuar para o Estado Mínimo, e reafirmando a sua plena confiança nos Portugueses para “Avançar Portugal”.

terça-feira, 21 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Entrevista a Chico Buarque


Para ler na Ípsilon, aqui

Há 40 anos na LUA




Saiba mais, aqui

Final do Curso de Escrita Criativa (e-learning) orientado por Luís Carmelo

“Ainda te vi uma última vez, antes de chegar ao outro lado de mim. Estavas só, parado a olhar na minha direcção mas sem me ver, perdido nos labirintos da memória. Amei-te como uma lágrima de silêncio ama outra lágrima de silêncio”.

Exercício do Curso de Escrita Criativa (Nível Avançado).



Em pânico, Laura e António vêem o inferno da decadência humana reflectido em cada rosto desfigurado de olhar mumificado que ameaça contagiá-los com o vírus da ausência presente.
Exercício do Curso de Escrita Criativa (Nível Avançado).






domingo, 19 de julho de 2009


Os dois, António e Laura, na estrada solitária. Às vezes Laura ia para o banco de trás e ali ficava sem pressa de regressar ao lugar do morto.
82 dias de viagem pela recta que não acabava. Sem dormir, à espera de serem visitados pelo destino. António, a conduzir heroicamente sem largar as mãos do volante e Laura de olhar perdido no horizonte a adivinhar o inominável.
Exercício do Curso de Escrita Criativa (Nível Avançado).

Conselho da semana


Converse com as flores.







quinta-feira, 16 de julho de 2009



“Cada vez que olho para ti, sinto-me feliz”

Laura, sem olhar para António, sorri enigmática. De olhos fechados retém melhor o silêncio enquanto o carro os conduz pela infinitude da recta.

Na estrada do silêncio nascem as palavras de Laura “Partir é a fuga suprema do eu” e os pensamentos de António fazem-no recuar até ao deus humano que com o cilindro esmaga a solidão do mundo.

Exercício do Curso de Escrita Criativa (Nível Avançado).

terça-feira, 14 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009

Inovação e Empreendedorismo Social


CCB, 9 de Julho de 2009

Destaco a exposição “Troca-me por uma ideia”, que desafiava os participantes a trocar uma ideia por uma das fotografias expostas.

Organização: Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Últimas semanas do Curso de Escrita Criativa




Iniciado o trabalho de construção ficcional (Blocos 10, 11 e compacto final 12/13) os protagonistas da nossa história - Laura e António - ganham vida.
Entramos assim, na recta final do Curso de Escrita Criativa (Nível Avançado), orientado por Luís Carmelo, a quem agradeço mais esta “aventura” pelo mundo mágico das palavras.

Conselho da semana


Não

se

esqueça

de

olhar

para

o

céu.

Praia do Guincho




sexta-feira, 10 de julho de 2009


Instalam-se no velho carro e partem para fora de si próprios. Rumo ao lugar onde o tempo e o espaço se anulam.


Na bagagem levam a vontade de seguir em frente sem olhar para trás. A recta sem fim à vista, abre-lhes o caminho por entre a paisagem morta, onde se avistam gigantes de braços abertos a lutar com nuvens que não oferecem resistência, meros postes de electricidade.


À sua passagem, deixam um rasto de pó a flutuar no ar, que os segue pela estrada fora.


Exercício do Curso de Escrita Criativa (Nível Avançado).

segunda-feira, 6 de julho de 2009



Mais que a palavra, o afecto.

Mais que o tempo, o amor.

Mais que a verdade, o sentir.

domingo, 5 de julho de 2009



Conselho da semana


Navegue 
na 
música.

Para mudar o mundo basta olhar para ele de forma diferente.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Revista Obscena (Julho/Agosto) - Nas bancas

Prémio Literário Valdeck Almeida de Jesus 2008


Este livro será lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em Setembro. 

Tenho o prazer de participar neste livro com o meu poema “Vive”:

Não vive quem foge do amor para não sofrer

Não vive quem evita a emoção para escapar à dor

Não vive quem procura a solidão por recear os outros

Não vive quem desiste dos sonhos por não ter esperança

Não vive quem tem medo de ser feliz.

Vive quem elege o amor pelo turbilhão de sentimentos

Vive quem desafia a paixão pelo prazer do desejo

Vive quem partilha o pão por amor ao próximo

Vive quem dá forma aos sonhos por acreditar ser possível

Vive quem corre atrás da felicidade.

Para saber mais, clicar aqui 

quarta-feira, 1 de julho de 2009





Paris. Um encontro inesperado. Torre Eiffel, o cenário perfeito para a história que começa bem.

A tua silhueta recorta a parede cal do quarto. E eu, mais do que sombra.

Esgrimimos palavras de esperança.

Até ao infinito do amanhecer.

Não há vencidos nem vencedores no amor.

Nos teus olhos perdidos a luz apaga-se à medida que os meus passos inseguros te afastam de mim. Naquele longo instante em que a porta do coração se fecha, chovem lágrimas de dor cá dentro.

Ainda oiço o meu nome, sem a certeza de ter imaginado a tua voz.

Sonhei-te.

Nasceste do pó da saudade do que não vivi.

Exercício do Curso de Escrita Criativa (Nível Avançado).