Este Laboratório de Escrita Criativa pretende desinibir o praticante da língua e pô-lo, nessa medida, a desvendar, de modo pragmático, as possibilidades que os mecanismos da escrita oferecem. Essa maleabilidade não é apenas um objectivo, mas é também um instrumento ao serviço do aprofundamento das capacidades expressivas. "Escrever bem" não é um estado ideal a que só os iniciados teriam acesso. Não, muito longe disso. "Escrever bem" é uma espécie de meta que se coloca permanentemente, dia a dia, no quadro de um processo que nunca terá termo. Felizmente. É por isso que este Laboratório se apresenta como um processo, como um projecto sem fim, como uma viagem de escritas e rescritas, ou ainda como um jogo que aposta na conquista da liberdade expressiva. Luís Carmelo
Programa
Cinco primeiras semanas: descrição;
Cinco semanas seguintes: narração;
Três semanas derradeiras: poética.
Treze semanas de curso (e-learning) muito prático, que parte de um “bloco” teórico semanal, seguido de um conjunto de exemplos e de um exercício.
Estou a meio do curso, e semana após semana, “bloco” após “bloco” tenho aprendido bastante com os comentários individualizados do coordenador, Luís Carmelo.
O balanço, a meio percurso, que faço é deveras positivo. Sinto-me motivada e entusiasmada. Aqui fica o resultado de um dos meus exercícios semanais, de que gostei particularmente:
Exercício: Ambiente de um conjunto de caçadores a avançar pelo campo virgem e selvagem
Em comunhão com a natureza, avançam pelo campo virgem e selvagem à procura de presas a abater. Trazem nos olhos o instinto de caçar e a emoção da perseguição. No meio do silêncio ouvem-se apenas os ecos dos latidos dos cães de caça, e a respiração contida dos caçadores à espera das perdizes, dos coelhos, das lebres. Subitamente um disparo, seguido de outros tantos disparos das caçadeiras, a cortar o silêncio das árvores despidas. Do mato, surge um perdigueiro, entre os dentes, jaz a presa sem vida.
Em comunhão com a natureza, avançam pelo campo virgem e selvagem à procura de presas a abater. Trazem nos olhos o instinto de caçar e a emoção da perseguição. No meio do silêncio ouvem-se apenas os ecos dos latidos dos cães de caça, e a respiração contida dos caçadores à espera das perdizes, dos coelhos, das lebres. Subitamente um disparo, seguido de outros tantos disparos das caçadeiras, a cortar o silêncio das árvores despidas. Do mato, surge um perdigueiro, entre os dentes, jaz a presa sem vida.
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