
Contexto
Pedem-nos um texto a partir da experiência nos GoCars, e de facto há muito para escrever sobre esta aventura automobilística.
A história que se segue é verídica (pode não parecer) e passou-se em Lisboa, a 22 de Novembro de 2008, mais precisamente, no dia de um badalado simulacro de terramoto.
Narradora
Mesmo constipada e sem grande vontade (depois de uma semana complicada com o filho mais novo cheio de febre, diarreia, e necessitado de extra mimo maternal, que não dispensou ida ao pediatra para o diagnóstico do costume: virose – as mães e alguns pais sabem do que estou a falar) a Mónica (neste texto, a narradora de serviço), conduzida pelo marido, cúmplice de meia vida (18 anos – se somarmos o tempo de namoro, por uma vez interrompido e retomado, e o tempo de casamento) e depois de ter deixado ambos os filhos em casa da avó, ainda conseguiu chegar à hora marcada (pelas 10h) para iniciar a prometida aventura de um passeio sugerido pelo colega João Mendes e promovido pela GoCar Tours (passo a publicidade: Rua dos Douradores, 16).
GoCar Tours
Chegada ao local do crime, deparei-me com o entusiasmo de alguns companheiros de aventura, que logo me desafiaram a falar para a câmara das Produções Fictícias. Fingi não estar interessada (afinal, na noite anterior, já decidida a participar, andei a pensar nas palavras espontâneas para dizer e no balanço positivo que fiz mentalmente, destaquei três pontos, que acabei por partilhar por alto apenas com a Vanessa: desafio da escrita, acompanhamento de dois formadores descontraídos e um grupo fantástico que gosta de escrever) e, mais por timidez do que por desinteresse, escapuli-me para dentro da GoCar Tours. Já barricada no meu forte (cheio de carros amarelos), espreitei o desenrolar dos acontecimentos, afinal o caçado pela PF TV acabou por ser o João Santos, que diga-se de passagem, se saiu muito bem.
Por entre o burburinho provocado pela alegria, expectativa de aventura e um certo medo do desconhecido, foram-se formando as duplas criativas para ocupar os GoCars (formei dupla com o Ricardo). Assinados os papéis dos seguros (Será que estes carritos são seguros, pensei), escolhidos os capacetes pretos (que nos fazem fazer uma figura ridícula), colados os autocolantes das PF, era altura de pôr os GoCars em andamento.
Pedem-nos um texto a partir da experiência nos GoCars, e de facto há muito para escrever sobre esta aventura automobilística.
A história que se segue é verídica (pode não parecer) e passou-se em Lisboa, a 22 de Novembro de 2008, mais precisamente, no dia de um badalado simulacro de terramoto.
Narradora
Mesmo constipada e sem grande vontade (depois de uma semana complicada com o filho mais novo cheio de febre, diarreia, e necessitado de extra mimo maternal, que não dispensou ida ao pediatra para o diagnóstico do costume: virose – as mães e alguns pais sabem do que estou a falar) a Mónica (neste texto, a narradora de serviço), conduzida pelo marido, cúmplice de meia vida (18 anos – se somarmos o tempo de namoro, por uma vez interrompido e retomado, e o tempo de casamento) e depois de ter deixado ambos os filhos em casa da avó, ainda conseguiu chegar à hora marcada (pelas 10h) para iniciar a prometida aventura de um passeio sugerido pelo colega João Mendes e promovido pela GoCar Tours (passo a publicidade: Rua dos Douradores, 16).
GoCar Tours
Chegada ao local do crime, deparei-me com o entusiasmo de alguns companheiros de aventura, que logo me desafiaram a falar para a câmara das Produções Fictícias. Fingi não estar interessada (afinal, na noite anterior, já decidida a participar, andei a pensar nas palavras espontâneas para dizer e no balanço positivo que fiz mentalmente, destaquei três pontos, que acabei por partilhar por alto apenas com a Vanessa: desafio da escrita, acompanhamento de dois formadores descontraídos e um grupo fantástico que gosta de escrever) e, mais por timidez do que por desinteresse, escapuli-me para dentro da GoCar Tours. Já barricada no meu forte (cheio de carros amarelos), espreitei o desenrolar dos acontecimentos, afinal o caçado pela PF TV acabou por ser o João Santos, que diga-se de passagem, se saiu muito bem.
Por entre o burburinho provocado pela alegria, expectativa de aventura e um certo medo do desconhecido, foram-se formando as duplas criativas para ocupar os GoCars (formei dupla com o Ricardo). Assinados os papéis dos seguros (Será que estes carritos são seguros, pensei), escolhidos os capacetes pretos (que nos fazem fazer uma figura ridícula), colados os autocolantes das PF, era altura de pôr os GoCars em andamento.
Foto de Margarida Santos
Partida
Eu e o Ricardo (também parceiro de escrita) resolvemos ser destemidos e integrámos o primeiro grupo a experimentar os carrinhos amarelos, que mais pareciam umas motorizadas, com duas rodas à frente e uma atrás. O Ricardo assumiu (felizmente) o volante do nosso GoCar e depois de escutar as instruções sobre o mini-carro, arrancou e espetou-se a dar a primeira curva, provocando a gargalhada geral (Isto promete, pensei). Ultrapassado o primeiro embaraço e com a responsabilidade acrescida de liderar o nosso pequeno grupo de três GoCars (logo atrás de nós, a Ana e a Susana e mais atrás, o João Camolas e a Joana) iniciámos a nossa viagem. A nossa primeira descoberta é que tínhamos sido enganados: o nosso carro era mudo, não tinha GPS a bordo (Bolas, assim é só metade da experiência prometida, pensei), paciência mesmo sem “contador de histórias”, vamos em frente.
Acidente João Camolas/Joana
Tudo estava a correr bem (até fomos brindados com um belo dia de sol), quando de repente o Ricardo me diz: acho que bateram por trás no João (no carro, obviamente). Encostámos os carros no Terreiro do Paço, e eu e a Susana fomos tentar saber mais sobre este acidente. O João e a Joana escaparam ilesos, assim como o outro condutor (curiosamente vizinho da GoCar Tours), que meio esgazeado, justificava o toque (no carro, obviamente) por mera distracção. O carro apresentava alguns danos menores na traseira, e o João, confrontado por um polícia que entretanto se aproximou e indagou pelos coletes, respondeu prontamente, que a bagageira não abria e que tinha dúvidas se este tipo de veículo necessitaria de colete (a melhor defesa é o ataque). O polícia, meio baralhado, acabou por abandonar o local do acidente e nós seguimos viagem, já a despertar a atenção de muitos transeuntes que não resistiram a acenar-nos.
1ª. Paragem: Mercado da Ribeira
A nossa rota turística estava previamente traçada, destino: Belém e primeira paragem: Mercado da Ribeira, onde deveríamos esperar pelos outros pilotos.
Depois de muitos buracos, lá chegámos ao Mercado da Ribeira. Estacionámos os carros e já com os capacetes na mão (sentia-me uma verdadeira motoqueira), ficámos à conversa. Lembro-me da Susana ter causado a risota geral quando comentou que as matrículas dos GoCar sugeriam que éramos todos uns grandes Filhos da P…
A nós, Ricardo e eu, calhou-nos o nº. 49 (se a memória não me falha).
Ouvimos sirenes de ambulâncias e carros de bombeiros, e foi só aí que nos lembrámos que a capital estava a viver um simulacro de terramoto.
Primeiro, chegaram a Margarida e a Catarina, depois foram chegando a Vanessa e a Andreia, a Eva e o João Santos. Eu e a Catarina aproveitámos para ir tomar um cafezinho dentro do mercado. Lembro-me de termos comentado que os mercados têm uma atmosfera muito especial (e cores fantásticas).
De novo com o resto do grupo cada vez maior (Luísa e Antónia, Paulo e Pedro), vimos passar (literalmente) o João Gante e a Rita e o Luís (sozinho, cadê o Nuno?), com um barrete às riscas, mais parecia um presidiário em fuga a alta velocidade (a mais de 60 kms/h?).
2º. Paragem: Pastéis de Belém
Montámos (os carros, evidentemente) e seguimos viagem para a nossa próxima paragem: Pastéis de Belém.
Depois de muitos buracos, acenos, buzinadelas, e fotografias à mistura, lá chegámos aos Pastéis de Belém. Comprados os deliciosos pastéis de nata (nada revoltados), e já ao volante dos carros fomos fazer inversão de marcha em frente aos Jerónimos.
Corrida em frente aos Jerónimos
Encabeçado pela Luísa e Antónia, o nosso esquadrão de carros amarelos resolveu dar o ar da sua graça e imbuídos de um espírito “Fórmula 1”, encetamos uma corrida frenética em frente aos Jerónimos, drasticamente terminada pela apresentação da bandeira xadrez (fim da prova) por um carro da polícia (que pena, estava-me a sentir com menos 20 anos, a viver a emoção da rebeldia transgressora).
Chegada
Ainda bastante animados, seguimos viagem de regresso à base (leia-se, GoCar Tours). Outra vez os buracos, os acenos, as buzinadelas, e mais fotografias. Hesitámos se deveríamos ir à Torre de Belém, de acordo com a rota pré-estabelecida, mas o tempo já escasseava e não queríamos deixar o Nilton à nossa espera.
A puxar pelo nosso GoCar (com a adrenalina à flor da pele, lembro-me de dizer ao Ricardo: Acelera!), fomos nos aproximando do nosso destino (já a sentir pena por estar a acabar a divertida viagem), sem desconfiar que ainda iríamos ser postos à prova uma vez mais pelas autoridades, que nos impediram de fazer o caminho mais curto (e aparentemente proibido). Por essa altura, ainda nos cruzámos com o Luís que agora num carro (normal) dirigia-se ao Hotel Amazónia, onde já se encontrava o nosso convidado especial.
Eu e o Ricardo, contrariando o resto do grupo (que não nos seguiu), fomos por um caminho diferente e chegámos primeiro à base onde deixámos o nosso GoCar e os capacetes e feitos os devidos agradecimentos à equipa da GoCar Tours (apesar do nosso carro não ter conversado nada connosco), cruzámos com a Eva e o João Santos e juntos fomos apanhar um táxi à Praça da Figueira.
Hotel Amazónia - Nilton
Chegados ao Hotel, cumprimentámos o Nilton que já estava à conversa com o Luís, o Nuno, a Rita e o João Gante. Fomos então para dentro da sala e entretanto foi chegando o resto do grupo criativo. O Nilton pareceu-me ser um humorista muito interessante, simpático e acessível. Gostei muito de o ouvir falar de “Stand-up Comedy”. O Pedro não se coibiu de pedir um autógrafo ao Nilton (para o pai?) e eu pensei nada como ter vontade, lata e coragem, ingredientes fundamentais para viver (um aforismo nesta altura do campeonato?)
Não poderíamos ter terminado esta manhã criativa de melhor forma, pensei.

1 comentário:
Foi genial, e só é pena estarmos quase no fim.
Foi mesmo muito bom!
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