PARA SEMPRE
Morreste-me. Um acidente de automóvel arrancou-te da vida precocemente. Tanto para viver. Uma vida interrompida. A tua. A nossa. Nunca tive coragem para te confessar o meu amor. Com medo de ser rejeitada. Esperei pelo momento ideal para me declarar, e esse momento nunca chegou. Hoje é tarde. Durante o teu enterro, gritei-te bem alto cá por dentro Amo-te mas não sei se escutaste a voz do meu coração. Não suporto a ideia de nunca saberes que te amei. Se pudesse fazia o tempo voltar atrás, e quando estivéssemos de novo juntos, mostrar-te-ia o quanto te amo. Não sei amar pouco. Como é que vou conseguir sobreviver a ti? Sou a tua viúva sofrida. A tua sombra triste. Estás morto mas não para mim. Sinto-te vivo. Mesmo debaixo da terra, deves ter ouvido o meu desespero porque à noite visitaste-me em sonhos e confortaste o meu coração. Ofereceste-me o cenário idílico para te revelar finalmente todo o meu amor. O céu enfeitado de rosas brancas trespassadas pela luz da lua. Um cheiro intenso a mar e o som abafado do riso sincero de uma criança. Tu e eu, dois anjos, sem asas. A flutuar de amor. E juntos descobrimos o amor. Nus deitados numa nuvem de felicidade. A eternidade nas nossas mãos. E uma paz desconcertante à nossa volta. Há silêncio sem vazio. Um silêncio preenchido pela força dos espíritos. Tudo é leve, sereno e luminoso. Tudo é verdade. Tudo é amor. Somos amor.
Que bom seria não acordar jamais. Viver eternamente o sonho de amor. Contigo. Os dois para sempre abraçados na cumplicidade de um destino comum. Na intimidade infinita do amor verdadeiro.
Para sempre.
Esta noite morri de amor contigo. E senti-me mais viva do que nunca.
Que bom seria não acordar jamais. Viver eternamente o sonho de amor. Contigo. Os dois para sempre abraçados na cumplicidade de um destino comum. Na intimidade infinita do amor verdadeiro.
Para sempre.
Esta noite morri de amor contigo. E senti-me mais viva do que nunca.
1 comentário:
O ultimo parágrafo é uma linda(íssima)e poderosa imagem.
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