quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Máscara

1 comentário:

luís filipe pereira disse...

Fascina-me (como a Mónika sabe, vide o poema que lhe dediquei lançando-o da rampa da sua belíssima ilustração) o tópico icónico da Máscara. Mais ainda: o modo como a MóniKa o reinventa e transfigura.É que, nesta exploração do signo da máscara, a MóniKa não o utiliza como adorno, como cedência ao fetichismo, como velamento. Pelo contrário, a Mónika, creio, utiliza a máscara sobre o Rosto para elogiar a epifania, a magia, o aparecer do próprio Rosto que a máscara não mutila, não corrói. Por isso, os olhos descem para as faces, por isso laterais os olhos circundam o rosto que vê, que chama a si tudo o que vê, mesmo que a visão seja, como a mim me parece, metonímia dos 5 sentidos. O labor sinestésico, eis outro vector que vai acompanhando as ilustrações da Mónika e que as marcam de maneira original e impressiva. Parabéns, pois. luís filipe pereira