
A VOZ DA SAUDADE
Quando fizemos amor, a minha vida fez sentido por um instante eterno. Foi tão intenso, que mesmo muito depois de teres partido, permaneceste dentro de mim.
Lembro-me de nós reflectidos no espelho do quarto, abraçados e a sorrir. Estarrecidos com a nossa própria felicidade, contemplando o nosso reflexo demoradamente, como que a absorver toda a magia para prolongar o momento.
É a esse retrato encantado da nossa história, guardado na minha memória, que regresso sempre que a dor da ausência de ti se instala no coração.
Nunca mais te vi. Conheci outros homens e casei-me com o mais persistente. Não tenho filhos. E já não tenho marido. Cansei-me de viver uma vida que não me pertencia. Vivo sozinha dedicada à poesia. Escrevo as minhas mágoas. Hoje à noite lanço mais um livro. Sonhei que vinhas buscar-me. As saudades de ti às vezes fazem-se sentir com mais força. Como hoje. Enquanto me visto para ti, sinto as tuas mãos a percorrerem o meu corpo e a arrancarem-me o vestido pela urgência do amor. Sinto o teu cheiro, pressinto a tua presença e até consigo ouvir a tua voz És linda.
A sala está cheia, expectante. Procuro-te em vão porque só existes em mim. Pura ilusão. Surgiste do nada, acompanhado por uma jovem que me pede um autógrafo.
- Como te chamas?
- Luana. Gosto muito dos seus livros. O meu pai diz que são verdadeiramente mágicos.
Sorris meio atrapalhado. Entro na eternidade do teu olhar e sinto paz. Sorrio. Nem uma palavra. O silêncio fala por nós.
Lembro-me de nós reflectidos no espelho do quarto, abraçados e a sorrir. Estarrecidos com a nossa própria felicidade, contemplando o nosso reflexo demoradamente, como que a absorver toda a magia para prolongar o momento.
É a esse retrato encantado da nossa história, guardado na minha memória, que regresso sempre que a dor da ausência de ti se instala no coração.
Nunca mais te vi. Conheci outros homens e casei-me com o mais persistente. Não tenho filhos. E já não tenho marido. Cansei-me de viver uma vida que não me pertencia. Vivo sozinha dedicada à poesia. Escrevo as minhas mágoas. Hoje à noite lanço mais um livro. Sonhei que vinhas buscar-me. As saudades de ti às vezes fazem-se sentir com mais força. Como hoje. Enquanto me visto para ti, sinto as tuas mãos a percorrerem o meu corpo e a arrancarem-me o vestido pela urgência do amor. Sinto o teu cheiro, pressinto a tua presença e até consigo ouvir a tua voz És linda.
A sala está cheia, expectante. Procuro-te em vão porque só existes em mim. Pura ilusão. Surgiste do nada, acompanhado por uma jovem que me pede um autógrafo.
- Como te chamas?
- Luana. Gosto muito dos seus livros. O meu pai diz que são verdadeiramente mágicos.
Sorris meio atrapalhado. Entro na eternidade do teu olhar e sinto paz. Sorrio. Nem uma palavra. O silêncio fala por nós.
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