domingo, 15 de junho de 2008

Não há amor

Não há amor
Na frieza do olhar escondido
Por mãos vazias
Não há amor
Na dureza da palavra perdida
Na memória esquecida
Não há amor
Na delicadeza do beijo liberto
Por um coração distante
Não há amor
Na pureza do gesto disfarçado
Pela ausência de emoção
Não há amor
Na beleza triste mergulhada
No canto da sereia
Não há amor
Na leveza da carícia solta
Pela indiferença do desejo.

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