Hoje Capítulo XXII - Estou grávida
No aeroporto sinto-me nervosa com a espera. Será que vão reparar na minha barriga?
Já os vejo. Corro a abraçar o Lourenço, e desfaço-me em lágrimas. Depois o Francisco e finalmente o Paulo, um abraço meigo. Apetecia-me ficar assim, nos teus braços, para sempre.
No regresso a casa conversamos animadamente no carro. O Lourenço não pára de falar na viagem. Está visivelmente encantado. O Paulo também não esconde a emoção. E eu sinto-me nas nuvens. A flutuar.
A Luísa espera-nos à porta de casa. Com um grande sorriso nos lábios. Até conseguiu ser simpática para o Paulo. Sentámo-nos a comer e a conversar pela noite fora. O Paulo insistiu para eu beber um copo de vinho tinto, sem desconfiar que não posso beber. O Lourenço já acusa algum cansaço e acaba por adormecer no sofá. O Paulo leva-o ao colo para a cama. E ambos ficamos estarrecidos a olhar para o nosso filho a dormir tranquilamente. Depois instintivamente olhamos um para o outro com imensa ternura. O Paulo aproxima-se de mim e acaricia-me o rosto. Fecho os olhos à espera de um beijo. Amo-te, diz-me. Abro os olhos e respondo: amo-te e é só então que me oferece o tão desejado beijo. Conduzo-o habilmente ao nosso quarto, que nunca deixou de ser nosso e é já na nossa cama, que nunca deixou de ser nossa, que confesso emocionada, depois de fazermos amor: “Estou grávida”.
O Paulo abraça-me demoradamente e repete várias vezes: Amo-te, Amo-te, Amo-te. As lágrimas correm-lhe pelo rosto extasiado e eu delicio-me com este momento de intensa felicidade.
Ficamos abraçados durante longo tempo em silêncio sem nos preocuparmos com a ausência das palavras, porque os nossos corpos entendem o dialecto do amor. Teria sido perfeito se o Paulo não tivesse quebrado o encantamento com a dúvida: “Tens a certeza que é meu?”
“Faz alguma diferença?” Expulsei-o do nosso quarto aos berros “Nunca mais te quero ver”.
O Lourenço que dormia tranquilo no seu quarto, acordou sobressaltado e assomou à porta, tal como a Luísa.
O Paulo a pedir “Desculpa” e eu agitada a repetir nervosamente: “Nunca mais te quero ver”. A Luísa tentava acalmar a situação, lembrando que “A Drª. não se pode enervar por causa do bebé”. O Lourenço confuso interrogava-se: “Qual bebé?” O Paulo finalmente acedeu a sair. A Luísa foi a correr buscar um copo de água e o Lourenço, abraçado a mim, escutava atónito a novidade: “Estou grávida".
Já os vejo. Corro a abraçar o Lourenço, e desfaço-me em lágrimas. Depois o Francisco e finalmente o Paulo, um abraço meigo. Apetecia-me ficar assim, nos teus braços, para sempre.
No regresso a casa conversamos animadamente no carro. O Lourenço não pára de falar na viagem. Está visivelmente encantado. O Paulo também não esconde a emoção. E eu sinto-me nas nuvens. A flutuar.
A Luísa espera-nos à porta de casa. Com um grande sorriso nos lábios. Até conseguiu ser simpática para o Paulo. Sentámo-nos a comer e a conversar pela noite fora. O Paulo insistiu para eu beber um copo de vinho tinto, sem desconfiar que não posso beber. O Lourenço já acusa algum cansaço e acaba por adormecer no sofá. O Paulo leva-o ao colo para a cama. E ambos ficamos estarrecidos a olhar para o nosso filho a dormir tranquilamente. Depois instintivamente olhamos um para o outro com imensa ternura. O Paulo aproxima-se de mim e acaricia-me o rosto. Fecho os olhos à espera de um beijo. Amo-te, diz-me. Abro os olhos e respondo: amo-te e é só então que me oferece o tão desejado beijo. Conduzo-o habilmente ao nosso quarto, que nunca deixou de ser nosso e é já na nossa cama, que nunca deixou de ser nossa, que confesso emocionada, depois de fazermos amor: “Estou grávida”.
O Paulo abraça-me demoradamente e repete várias vezes: Amo-te, Amo-te, Amo-te. As lágrimas correm-lhe pelo rosto extasiado e eu delicio-me com este momento de intensa felicidade.
Ficamos abraçados durante longo tempo em silêncio sem nos preocuparmos com a ausência das palavras, porque os nossos corpos entendem o dialecto do amor. Teria sido perfeito se o Paulo não tivesse quebrado o encantamento com a dúvida: “Tens a certeza que é meu?”
“Faz alguma diferença?” Expulsei-o do nosso quarto aos berros “Nunca mais te quero ver”.
O Lourenço que dormia tranquilo no seu quarto, acordou sobressaltado e assomou à porta, tal como a Luísa.
O Paulo a pedir “Desculpa” e eu agitada a repetir nervosamente: “Nunca mais te quero ver”. A Luísa tentava acalmar a situação, lembrando que “A Drª. não se pode enervar por causa do bebé”. O Lourenço confuso interrogava-se: “Qual bebé?” O Paulo finalmente acedeu a sair. A Luísa foi a correr buscar um copo de água e o Lourenço, abraçado a mim, escutava atónito a novidade: “Estou grávida".
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