Hoje Capítulo XV - Ruca
“É o Dr. Paulo ao telefone. Diz que é urgente” “Está. Aconteceu alguma coisa?” “O Ruca morreu.” “O quê?” “O Ruca, ontem à noite adormeceu tranquilamente aos pés da minha cama e esta manhã não acordou.” “Foi-se como um passarinho.” “Sim, pelo menos não sofreu.” “Vais enterrá-lo?” “Sim, acho que a praia onde nos conhecemos seria o local ideal.” “Boa ideia.” “Vens comigo?” “Claro. E o nosso filho?” “Acho que também vai querer participar.” “Também acho. Então, até já.”
O Paulo ficou muito abatido. O Ruca foi muito mais do que um simples cão. Um companheiro inseparável, desde o primeiro minuto.
O Lourenço também ficou muito triste. Talvez para o compensar, no carro, de regresso a casa, o Paulo lhe tenha falado na viagem à EuroDisney. O Lourenço ficou excitadíssimo e perguntou logo se podia levar o Francisco.
Deixámos o nosso filho em casa com a Luísa e fomos dar uma volta de carro só os dois. Eu e o Paulo. Sem destino. Sem palavras. A música bem alta a preencher o silêncio. Não sei quanto tempo levámos a chegar a casa do Paulo ali tão perto. Sei que não foi preciso falar. Limitei-me a segui-lo. Entrei pela primeira vez no seu apartamento e no entanto, pareceu-me familiar. Senti-me em casa. Pegou-me ao colo e levou-me para o quarto. Deitou-me sobre a cama e lentamente despiu-me. Por cada peça de roupa despida deu-me um beijo em troca. Cobriu-me de carícias. Todo o meu corpo a arder de desejo lhe pedia para entrar. E ele compreendendo entrou para dentro de mim num impulso. E murmurou-me ao ouvido: Amo-te Ísis e eu num sussurro: Amo-te Paulo. E naquele instante senti um prazer avassalador como nunca antes havia experimentado. E chorei. Chorei de prazer de amor. Já tinha tantas saudades tuas, do teu cheiro, do teu corpo sobre o meu, da intensidade dos teus beijos, da força do desejo. Já tinha tantas saudades do nosso amor, de mim nos teus braços. E foi assim que adormeci, tranquilamente, nos teus braços.
O Paulo ficou muito abatido. O Ruca foi muito mais do que um simples cão. Um companheiro inseparável, desde o primeiro minuto.
O Lourenço também ficou muito triste. Talvez para o compensar, no carro, de regresso a casa, o Paulo lhe tenha falado na viagem à EuroDisney. O Lourenço ficou excitadíssimo e perguntou logo se podia levar o Francisco.
Deixámos o nosso filho em casa com a Luísa e fomos dar uma volta de carro só os dois. Eu e o Paulo. Sem destino. Sem palavras. A música bem alta a preencher o silêncio. Não sei quanto tempo levámos a chegar a casa do Paulo ali tão perto. Sei que não foi preciso falar. Limitei-me a segui-lo. Entrei pela primeira vez no seu apartamento e no entanto, pareceu-me familiar. Senti-me em casa. Pegou-me ao colo e levou-me para o quarto. Deitou-me sobre a cama e lentamente despiu-me. Por cada peça de roupa despida deu-me um beijo em troca. Cobriu-me de carícias. Todo o meu corpo a arder de desejo lhe pedia para entrar. E ele compreendendo entrou para dentro de mim num impulso. E murmurou-me ao ouvido: Amo-te Ísis e eu num sussurro: Amo-te Paulo. E naquele instante senti um prazer avassalador como nunca antes havia experimentado. E chorei. Chorei de prazer de amor. Já tinha tantas saudades tuas, do teu cheiro, do teu corpo sobre o meu, da intensidade dos teus beijos, da força do desejo. Já tinha tantas saudades do nosso amor, de mim nos teus braços. E foi assim que adormeci, tranquilamente, nos teus braços.
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