Hoje Capítulo XIV - O jantar
O jantar com o Jaime é hoje. Não estou com muita vontade. Aceitei mais para provocar o Paulo. Ainda assim não posso deixar de ir. A Joana insistiu tanto. Acho que tem razão, vai-me fazer bem este encontro.
Foi agradável. Jantar à luz das velas, bem regado por um maravilhoso vinho tinto. Conversa interessante. Ambiente requintado mas descontraído. Acabei a noite debaixo dos lençóis do Jaime num apartamento pequeno mas acolhedor. Finalmente percebo o que é ter sexo sem amor. É muito bom viver o momento de prazer, mas e depois? Senti um vazio enorme ao chegar a casa. Não fui talhada para aventuras inconsequentes. No entanto, tenho que admitir que o sexo foi bom. Tenho vontade de dormir. Hoje a cama não parece nem grande nem fria.
“Então Ísis, como foi?” “Foi bom Joana, muito bom.” “Eu não te disse?” “Sim tinhas razão.” “Não te sinto entusiasmada.” “Foi uma noite óptima, nada mais.” “Não vão continuar a sair?” “Não, não estou interessada.” “Ainda estás apaixonada pelo Paulo?” Recuso-me a responder. Sim. Ainda estou apaixonada pelo Paulo. Tenho tentado esquecê-lo mas não consigo. É mais forte do que eu. Sinto saudades do Paulo. Sinto vontade de estar com ele. Sinto desejo por ele. Sonho constantemente com ele. Penso incessantemente nele. Não consigo desligar-me. É um amor para toda a vida. Como nos filmes mas bem real. Sofro por amá-lo. Assim tão intensamente. Desesperadamente até. Não tenho vergonha na cara, depois do que aconteceu. Mas a verdade é só uma e é esta: amo-te Paulo…
Fazes parte de mim. Não posso arrancar-te de mim, como uma erva daninha. Como é que se deixa de amar alguém só porque tem de ser? Como apagar da memória um amor tão forte?
Foi agradável. Jantar à luz das velas, bem regado por um maravilhoso vinho tinto. Conversa interessante. Ambiente requintado mas descontraído. Acabei a noite debaixo dos lençóis do Jaime num apartamento pequeno mas acolhedor. Finalmente percebo o que é ter sexo sem amor. É muito bom viver o momento de prazer, mas e depois? Senti um vazio enorme ao chegar a casa. Não fui talhada para aventuras inconsequentes. No entanto, tenho que admitir que o sexo foi bom. Tenho vontade de dormir. Hoje a cama não parece nem grande nem fria.
“Então Ísis, como foi?” “Foi bom Joana, muito bom.” “Eu não te disse?” “Sim tinhas razão.” “Não te sinto entusiasmada.” “Foi uma noite óptima, nada mais.” “Não vão continuar a sair?” “Não, não estou interessada.” “Ainda estás apaixonada pelo Paulo?” Recuso-me a responder. Sim. Ainda estou apaixonada pelo Paulo. Tenho tentado esquecê-lo mas não consigo. É mais forte do que eu. Sinto saudades do Paulo. Sinto vontade de estar com ele. Sinto desejo por ele. Sonho constantemente com ele. Penso incessantemente nele. Não consigo desligar-me. É um amor para toda a vida. Como nos filmes mas bem real. Sofro por amá-lo. Assim tão intensamente. Desesperadamente até. Não tenho vergonha na cara, depois do que aconteceu. Mas a verdade é só uma e é esta: amo-te Paulo…
Fazes parte de mim. Não posso arrancar-te de mim, como uma erva daninha. Como é que se deixa de amar alguém só porque tem de ser? Como apagar da memória um amor tão forte?
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