Hoje Capítulo XI - Nova vida
Uma “nova” vida não surge de repente, vai acontecendo naturalmente. De manhã, levo o Lourenço à escola e depois sigo para o trabalho. Aproveito o almoço para reatar velhas amizades. No final da tarde, vou buscar o Lourenço à escola e regressamos juntos a casa. A Luísa prepara-nos o jantar e é nessa altura que pomos a conversa em dia. Depois do Lourenço ir para a cama, vou para o meu quarto e leio, vejo televisão e carrego o peso da solidão. A cama vazia, demasiado grande e fria. Sinto falta do Paulo. Aponto num diário improvisado o meu sentir e isso tem-me aliviado. Desde muito nova, tenho propensão para o sofrimento, às vezes, até parece que gosto de sofrer, que gosto de me sentir triste. A tristeza é um sentimento muito nobre mas dói. Sinto saudades do Paulo. O que estará a fazer neste momento? Será que pensa tanto em mim como eu penso nele? Ou será que já me esqueceu e partiu para uma nova conquista. Homem ou mulher? Nem quero pensar nisso, quero afastar estas ideias do meu pensamento e tentar dormir tranquila, sem fantasmas. Quero apenas viver o meu dia-a-dia serenamente.
A Joana tem sido uma grande amiga. Tem-me feito muita companhia e tem sabido respeitar o meu “luto” mas nos últimos tempos anda a falar demasiado em homens, oferecendo-se insistentemente para me facilitar encontros. Ainda não me sinto preparada para isso, e francamente não tenho vontade de conhecer nem estar com ninguém. Depois de dez anos de casamento fiel, pelo menos da minha parte, é complicado imaginar-me a seduzir e a ser seduzida por outro homem. É claro que sinto falta de sexo, de ser tocada, acariciada, beijada. Mas ainda não estou aberta a um novo relacionamento. Preciso de mais tempo. É por isso que não tenho vontade nenhuma de ir amanhã à festa da Joana. Desde que resolveu decretar o fim do meu “período de luto” que anda a preparar alguma. Provavelmente convidou para a festa todos os ex-namorados para proporcionar-me um leque mais diversificado de escolhas! Agora não há nada a fazer, é esperar para ver o que se vai passar amanhã na festa.
A Joana tem sido uma grande amiga. Tem-me feito muita companhia e tem sabido respeitar o meu “luto” mas nos últimos tempos anda a falar demasiado em homens, oferecendo-se insistentemente para me facilitar encontros. Ainda não me sinto preparada para isso, e francamente não tenho vontade de conhecer nem estar com ninguém. Depois de dez anos de casamento fiel, pelo menos da minha parte, é complicado imaginar-me a seduzir e a ser seduzida por outro homem. É claro que sinto falta de sexo, de ser tocada, acariciada, beijada. Mas ainda não estou aberta a um novo relacionamento. Preciso de mais tempo. É por isso que não tenho vontade nenhuma de ir amanhã à festa da Joana. Desde que resolveu decretar o fim do meu “período de luto” que anda a preparar alguma. Provavelmente convidou para a festa todos os ex-namorados para proporcionar-me um leque mais diversificado de escolhas! Agora não há nada a fazer, é esperar para ver o que se vai passar amanhã na festa.
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