Hoje Capítulo VII - Passarinho verde
Dormi até mais tarde. Hoje sinto-me tão bem. E acho que se nota. Pelo menos a Joana, a minha melhor amiga apercebeu-se da minha energia positiva ao almoço.
A Joana é solteira. Namora, ou melhor dizendo, vai namorando e sente-se feliz assim. Eu costumo dizer-lhe para aproveitar bem a vida que leva, porque no dia em que se apaixonar a sério, tudo vai mudar. Ela ri-se de mim e assegura-me que só a paixão tem livre trânsito na sua vida. “Não quero ter a tua vida Ísis. Certinha, direitinha e bem chatinha”. Não me sinto ofendida. Afinal somos grandes amigas. Devemos ser sinceras uma com a outra. Reconheço que a Joana tem uma certa razão. A minha vida é de facto assim. Mas hoje sinto-me particularmente bem. Apetece-me prolongar no tempo esta sensação maravilhosa. Ainda sorrio por dentro e isso nota-se por fora. A Joana disse-me que estou com cara de quem viu passarinho verde. Não deixa de estar certa, tenho ouvido ao longo do dia o chilrear de passarinhos…
No regresso a casa, resolvo comprar uma lingerie nova. Ousada. Quero surpreender o Paulo esta noite. Também já reservei uma mesa para dois no nosso restaurante preferido.
“Olá Luísa. Hoje conte só com o Lourenço para jantar. Vou-me arranjar”. A Luísa sorri e regressa aos seus afazeres. Tomo um duche rápido e depois espalho creme por todo o corpo para ficar com a pele bem macia. Estreio a lingerie vermelha. Fica-me bem. Sinto-me poderosa com o vestido preto justo e bem decotado, oferecido há séculos pelo Paulo. Até se vai babar! Tenho de me despachar, e o Paulo que não chega. Se calhar é melhor telefonar-lhe, não, assim deixa de ser surpresa. “Mãe, o pai acabou de ligar do atelier a avisar que não vem jantar”. Só me apetece chorar. Vou-me despir e comer qualquer coisa em casa. Até tenho vergonha de olhar para a Luísa. Deve estar cheia de pena de mim. Não. Não me vou despir. Vou até ao atelier do Paulo. Agora.
A Joana é solteira. Namora, ou melhor dizendo, vai namorando e sente-se feliz assim. Eu costumo dizer-lhe para aproveitar bem a vida que leva, porque no dia em que se apaixonar a sério, tudo vai mudar. Ela ri-se de mim e assegura-me que só a paixão tem livre trânsito na sua vida. “Não quero ter a tua vida Ísis. Certinha, direitinha e bem chatinha”. Não me sinto ofendida. Afinal somos grandes amigas. Devemos ser sinceras uma com a outra. Reconheço que a Joana tem uma certa razão. A minha vida é de facto assim. Mas hoje sinto-me particularmente bem. Apetece-me prolongar no tempo esta sensação maravilhosa. Ainda sorrio por dentro e isso nota-se por fora. A Joana disse-me que estou com cara de quem viu passarinho verde. Não deixa de estar certa, tenho ouvido ao longo do dia o chilrear de passarinhos…
No regresso a casa, resolvo comprar uma lingerie nova. Ousada. Quero surpreender o Paulo esta noite. Também já reservei uma mesa para dois no nosso restaurante preferido.
“Olá Luísa. Hoje conte só com o Lourenço para jantar. Vou-me arranjar”. A Luísa sorri e regressa aos seus afazeres. Tomo um duche rápido e depois espalho creme por todo o corpo para ficar com a pele bem macia. Estreio a lingerie vermelha. Fica-me bem. Sinto-me poderosa com o vestido preto justo e bem decotado, oferecido há séculos pelo Paulo. Até se vai babar! Tenho de me despachar, e o Paulo que não chega. Se calhar é melhor telefonar-lhe, não, assim deixa de ser surpresa. “Mãe, o pai acabou de ligar do atelier a avisar que não vem jantar”. Só me apetece chorar. Vou-me despir e comer qualquer coisa em casa. Até tenho vergonha de olhar para a Luísa. Deve estar cheia de pena de mim. Não. Não me vou despir. Vou até ao atelier do Paulo. Agora.
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