Hoje Capítulo VI - Na banheira
A noite em branco permitiu-me delinear a minha estratégia: da próxima vez que o Paulo telefonar a dizer que vai ficar no escritório até mais tarde, vou até lá. Está decidido!
Mais um dia de trabalho. Vou buscar o Lourenço à escola e a seguir as intermináveis compras para a casa. “Boa tarde Drª. Boa tarde menino”. “Boa tarde Luísa”. Gosto muito da Luísa. Está connosco desde que casámos. Já faz parte da família. Entendemo-nos muito bem. Adora o Lourenço e enche-o de mimos. Do Paulo nunca gostou muito. E não se preocupa muito em escondê-lo.
Está-me a apetecer um banho de imersão. Acendo umas quantas velas, encho a banheira de água bem quente e deixo-me ficar, cada vez mais relaxada. Por pouco não adormeço. “Boa noite”. “Boa noite. Chegaste mais cedo. Não queres vir tomar banho comigo?” Pergunto com algum receio da resposta. “Já venho ter contigo”. Ainda bem. Já tinha saudades de partilhar a banheira.
Não estava à espera daqueles beijos tão intensos, deixei-me levar pelas carícias. E sorri muito. Por dentro.
Olhei-me ao espelho e senti-me mais bonita. Fazer amor faz bem à pele e ainda melhor à alma.
Comi mais do que o costume ao jantar. Apeteceu-me beber um copo de vinho tinto. Fiquei ligeiramente tocada. Ri-me muito, nem sei bem de quê. Mas sei que me ri muito. O Lourenço até estranhou. “Mãe. O que é que se passa?” “Nada filho, apetece-me rir.” O Paulo olhou-me com um sorriso cúmplice. “São horas de ires para a cama, Lourenço”. Estou meia adormecida e o Paulo pega-me ao colo e leva-me para o nosso quarto sussurrando-me ao ouvido “Amo-te”.
Estou a sonhar ou aconteceu realmente? Um oásis no deserto que tem sido a minha vida.
Mais um dia de trabalho. Vou buscar o Lourenço à escola e a seguir as intermináveis compras para a casa. “Boa tarde Drª. Boa tarde menino”. “Boa tarde Luísa”. Gosto muito da Luísa. Está connosco desde que casámos. Já faz parte da família. Entendemo-nos muito bem. Adora o Lourenço e enche-o de mimos. Do Paulo nunca gostou muito. E não se preocupa muito em escondê-lo.
Está-me a apetecer um banho de imersão. Acendo umas quantas velas, encho a banheira de água bem quente e deixo-me ficar, cada vez mais relaxada. Por pouco não adormeço. “Boa noite”. “Boa noite. Chegaste mais cedo. Não queres vir tomar banho comigo?” Pergunto com algum receio da resposta. “Já venho ter contigo”. Ainda bem. Já tinha saudades de partilhar a banheira.
Não estava à espera daqueles beijos tão intensos, deixei-me levar pelas carícias. E sorri muito. Por dentro.
Olhei-me ao espelho e senti-me mais bonita. Fazer amor faz bem à pele e ainda melhor à alma.
Comi mais do que o costume ao jantar. Apeteceu-me beber um copo de vinho tinto. Fiquei ligeiramente tocada. Ri-me muito, nem sei bem de quê. Mas sei que me ri muito. O Lourenço até estranhou. “Mãe. O que é que se passa?” “Nada filho, apetece-me rir.” O Paulo olhou-me com um sorriso cúmplice. “São horas de ires para a cama, Lourenço”. Estou meia adormecida e o Paulo pega-me ao colo e leva-me para o nosso quarto sussurrando-me ao ouvido “Amo-te”.
Estou a sonhar ou aconteceu realmente? Um oásis no deserto que tem sido a minha vida.
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