Hoje Capítulo II - Paz
“Já jantaste?” “Sim, comi qualquer coisa no escritório”. “Não queres que te prepare nada?” “Não, não é preciso. Estou cansado. Vou-me deitar. Boa noite”. Hoje os nossos diálogos resumem-se a isto. Antes as palavras atropelavam-se, tanto para dizer. Será que gastámos as palavras?
A primeira vez que fomos ao cinema. A chuva torrencial lá fora, e nós de mãos dadas na sala escura do cinema. Quando o filme terminou falámos dele até se esgotarem as ideias, e depois fomos cear em tua casa. Lembraste do resto? Tu e eu, os nossos corpos colados, fizemos amor pela madrugada fora. Já nem me lembro de quando fizemos amor da última vez. Saciaste a fome do meu corpo? Fazes-me falta. Que saudades tenho de ti e de mim contigo. Que bom seria se o tempo simplesmente parasse num momento feliz.
Lembro-me de ser feliz a teu lado, muitas vezes. O nosso primeiro beijo, desajeitado mas saboroso. Tal como a nossa primeira noite de amor. Nunca me hei-de esquecer do que senti. Mesmo depois de já teres saído de dentro de mim, a lembrança do teu corpo permaneceu indelével na memória do meu corpo. Que sensação aquela. Uma sensação de paz. Onde ficou a nossa paz? Parece tão longe. E tu aqui tão perto, a dormir a meu lado. Tenho dificuldade em adormecer, mesmo abraçada a ti.
De manhã, procuro-te na cama mas já não estás. Perdi para o jogging matinal. Não me surpreende. Foi sempre assim. Só nunca dispensaste a companhia do Ruca, que conquistaste desde o primeiro dia.
“Mãe, onde é que vamos hoje?” “À praia. Vai-te vestir.” Como cresceste meu filho. Tão parecido com o pai. Os mesmos olhos. O mesmo sorriso sedutor. Como serás daqui a vinte anos?
A primeira vez que fomos ao cinema. A chuva torrencial lá fora, e nós de mãos dadas na sala escura do cinema. Quando o filme terminou falámos dele até se esgotarem as ideias, e depois fomos cear em tua casa. Lembraste do resto? Tu e eu, os nossos corpos colados, fizemos amor pela madrugada fora. Já nem me lembro de quando fizemos amor da última vez. Saciaste a fome do meu corpo? Fazes-me falta. Que saudades tenho de ti e de mim contigo. Que bom seria se o tempo simplesmente parasse num momento feliz.
Lembro-me de ser feliz a teu lado, muitas vezes. O nosso primeiro beijo, desajeitado mas saboroso. Tal como a nossa primeira noite de amor. Nunca me hei-de esquecer do que senti. Mesmo depois de já teres saído de dentro de mim, a lembrança do teu corpo permaneceu indelével na memória do meu corpo. Que sensação aquela. Uma sensação de paz. Onde ficou a nossa paz? Parece tão longe. E tu aqui tão perto, a dormir a meu lado. Tenho dificuldade em adormecer, mesmo abraçada a ti.
De manhã, procuro-te na cama mas já não estás. Perdi para o jogging matinal. Não me surpreende. Foi sempre assim. Só nunca dispensaste a companhia do Ruca, que conquistaste desde o primeiro dia.
“Mãe, onde é que vamos hoje?” “À praia. Vai-te vestir.” Como cresceste meu filho. Tão parecido com o pai. Os mesmos olhos. O mesmo sorriso sedutor. Como serás daqui a vinte anos?
Sem comentários:
Enviar um comentário