segunda-feira, 5 de maio de 2008

Não pensar

Um permanente vazio assalta o meu sentir. E essa sensação de nada é talvez reflexo da minha constante insatisfação.
Às vezes, na ânsia de melhor me compreender, distancio-me de mim a tal ponto, que me perco.
Busco o meu Eu mais profundo mas ao mesmo tempo tenho medo de me encontrar.
Para esquecer, vagueio sem rumo e é ao contemplar a natureza, que sinto um prazer tão intenso e simultaneamente leve.
E é isso que eu quero, que eu mais anseio. É esse fluir contínuo de prazer que é, deliberadamente, um não pensar.

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