terça-feira, 31 de março de 2009

PARAGEM CRIATIVA




O blog “Palavras Criativas” entra hoje em pausa criativa e regressa no dia 25 de Abril, data em que comemora o 1º ano de vida.

Até breve!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Cantinho da Música – Mês da Música Portuguesa


Este mês passaram por aqui:

RODRIGO LEÃO

MAFALDA VEIGA

CAMANÉ

MARIZA

CARLOS DO CARMO

OS DEOLINDA

JOSÉ CID

LUÍS REPRESAS

GIL DO CARMO

PEDRO ABRUNHOSA

BURAKA SOM SISTEMA

PAULO DE CARVALHO

RUI VELOSO

MÍSIA

TERESA SALGUEIRO

DULCE PONTES

RITA GUERRA

ANTÓNIO VARIAÇÕES

SÉTIMA LEGIÃO

CLÃ

TROVANTE

FINGERTIPS

DA WEASEL

SAM THE KID

HERÓIS DO MAR

RITA RED SHOES

PAULO DE CARVALHO

CARLOS PAIÃO

LÚCIA MONIZ

PAULO GONZO

LENA D’ ÁGUA

ANDRÉ SARDET

Todos os dias, música para os seus ouvidos.

 



VENCEDORA DO PRÉMIO LITERATURA INFANTIL PAPIRO 2009

INTERCULTURALIDADE – ACEITAR A DIFERENÇA

Sofia Cristina Amadeu Correia com a obra “Mundo sem Fim”

domingo, 29 de março de 2009

Lançamento do Guia “Portugal e o mundo – O Futuro do Passado – Índia”, 1 de Abril


Para saber mais, clicar aqui

Conselho da semana


Olhar para ver para além da evidência.

Isto é Nollywood, isto é cinema africano

Para ler na Ípsilon, aqui

Lançamento de “Contos e Desencontros” – Foi assim…


O que disse a apresentadora do livro, a escritora Maria Manuel Viana (viúva de Eduardo Prado Coelho):

“A estória deste livro começa no título: primeiro a música conseguida pela aliteração (conto/contro), logo a seguir o conceito sugerido pela quase antítese encontro/desencontro. No entanto, uma página branca a seguir chama-nos a atenção pela imensa mancha despojada: é aí que está a epígrafe breve, sem necessidade de adjectivos que a tornariam redundante: ao Pedro. E neste nome, possível narratário de tantas estórias desta narradora/xerezade que constantemente se metamorfoseia e reinventa, está contido todo o mistério do mundo. Ao Pedro, diz a autora. Que é Mónica Godinho Cunha, 36 anos, nascida em Cabo-Verde numa família estranhamente vocacionada para as artes: música, dança, artes plásticas, literatura.

De que falamos, então, quando falamos de desencontros? De contos, breves contos, que a Mónica quis que coubessem numa folha A4, dificílima tarefa. Mais correcto seria talvez chamar-lhes short stories esse não género literário que os cultores (e já são tantos!) defendem como o mais adequado à vida moderna. Por isso, não é de estranhar a verosimilhança de todas as estórias, isto é, acontecer aquilo àquelas personagens como poderia ter-me acontecido a mim ou a qualquer um de nós. E o primeiro lance está ganho, porque também de um jogo se trata quando um escritor escreve um livro – neste caso, o escritor conseguiu a nossa empatia.

E ao sentirmo-nos identificados (ou identificáveis) com as personagens, havia ainda de criar a situação. Ora a Mónica move-se num campo que nos é comum a todos, aquele a que poderíamos chamar a Pátria dos Afectos e que é, no fundo, a Essência da Lírica. (Eu hoje sinto-me infeliz mas houve um momento no meu passado em que fui profundamente feliz).

O pathos é sentido e vivido por nós e reconhecemo-lo como nosso, identificamo-lo e, no momento em que se torna dolorosamente insuportável, a Mónica oferece-nos a catarse como saída possível – quando ainda é possível haver saída.

Também no campo simbólico as leituras são muitas. Doze capítulos, decidiu a Mónica, e não seguramente por acaso: para além da evidência dos 12 meses do ano, também na simbologia bíblica o peso é imenso: as 12 portas de Jerusalém, os 12 apóstolos, as 12 cadeiras, a expressão cósmica do Zodíaco, o ciclo litúrgico do ano, as 12 tribos de Israel, os 12 fundamentos do Apocalipse.

Mas, perguntarmo-nos-emos, de que fala a Mónica em cada conto? E como fala? É ao escolher o verbo Falar em vez de Escrever, estou já a anunciar um dos métodos de escrita da autora, o método dialógico, aquele em que um eu fala para um tu, muitas vezes em nome de um nós que já não existe senão na memória desse eu.

E é precisamente o que se passa no primeiro conto: há um passado que foi feliz em contraposição a um presente infeliz. No entanto, a mulher que conta a história mantém os mesmos gestos na esperança e na urgência de reencontrar o homem com quem foi feliz um dia. E o elemento surpresa espreita essa mulher (que é poeta, o que não pode ser ocasional) como nos espreita a nós, leitores, como um truque de mágica que nos faz subitamente sentir felizes tal como o patinho feio que se transforma em cisne – excelente parábola, aliás, com a desconstrução de todos os estereótipos familiares: a irmã mais bonita, o pai mais condescendente, a mãe mais repressiva, o príncipe mais encantador.

Circular também é o conto das telas de amor, aquele em que a focalização se desloca pela primeira vez – não temos uma narradora autodiegética, isto é, uma narradora que conta a sua própria estória, mas sim uma que está fascinada pela estória de outra pessoa. E que pessoa é esta? “Dizem que é louca” – anuncia a narradora e deste dizem a narradora está, claramente, a excluir-se. Mas circular, diria eu, porque se o conto se inicia por esta frase “Dizem que é louca” e depois a narradora se e nos aproxima desta mulher que dizem louca, explicando as razões da loucura (sempre o amor perdido) o final é uma espécie de fusão, de simbiose entre a personagem e a narradora, porque é esta própria quem confessa que deseja muito ser ela.

Tal como o faz na vida pública, a autora nunca deixa dúvidas quanto às suas posições ideológicas e às suas causas. A defesa dos oprimidos é evidente, assumidamente evidente: questões como a violência doméstica, a homossexualidade, a prostituição são claramente abordadas, sem rodeios nem hipócritas palavras de repreensão ou compreensão, que para o caso da defesa das causas são igualmente perigosas.

Conhecemos, então, uma prostituta que gosta de poesia mas não de qualquer poesia ou uma mulher espancada que nos fala, já depois de morta pelo marido, recordando-nos as mais de 40 mulheres que só no ano passado morreram em Portugal às mãos dos companheiros – 1 por semana -, número esse que tem vindo a aumentar assustadoramente ano após ano e que dá lugar, quando dá, a tão curtas notícias nos telejornais. Ou um homossexual que se sente culpado por sê-lo, com medo e vergonha face a uma sociedade que discrimina quem é diferente. Ou ainda a mãe solteira que inventa um pai herói para a filha para esconder a vergonha de não se ter casado. Ou ainda, num registo diferente, a estória do músico cego. Aqui, o narrador é masculino – é o próprio cego, apaixonado pela voz duma stripper: e é exactamente esta des-machização que o torna sublime aos nossos olhos mas, ironia das ironias, ridículo aos olhos da stripper.

É a partir destas pequenas falhas, destas roturas na mansidão burguesa dos dias e dos hábitos do quotidiano que a Mónica constrói, laboriosamente, as suas short stories. Que são, no fundo, uma história de vida, ilustrada por colagens que nos remetem para um universo onírico, carregado de símbolos aparentemente femininos mas, de facto, no fundo, fálicos: dedos, unhas longas, pernas, saltos altos.

Propositadamente, deixei para último o Para Sempre, a mais intertextual de todas as short stories: desde logo, Vergílio Ferreira, pelo título, belíssima homenagem da Mónica. Como também a é a da primeira frase “Morreste-me”, esse espantoso verbo reflexo que um dia o José Luís Peixoto inventou e que passou a fazer parte do léxico português. De facto, as pessoas morrem dentro de nós, morrem para nós, morrem-nos. Todo o texto é então construído como um diálogo entre um eu, “sobrevivente a mim mesmo como um fósforo frio” e um tu que já morreu, num acidente estúpido como o são todos os acidentes. E é nesse cenário de desolação e morte que a narradora diz finalmente ao amado que o ama. Demasiado tarde, porém. Tal como no romance de Inês Pedrosa, “Fazes-me Falta”, só quando a pessoa amada morre é que percebemos verdadeiramente que perdemos todas as oportunidades de lhe dizermos quanto e como a amávamos. Mas isso di-lo a autora, em duas frases muito bonitas com que termina dois dos contos: uma, que é a reformulação de um verso de uma cantiga de amor provençal “esta noite morri de amor (contigo)” e outra, que consubstancia a escrita da Mónica e poderia servir de mote não só a estes contos de desencontros mas também à própria autora:

Vais sozinha, Mónica?

Não. Vou comigo”.

 

O que disse a autora, Mónica Godinho Cunha:

Boa noite a todos,

Antes de mais, quero agradecer a vossa presença, neste dia tão especial para mim.

Gostaria de agradecer em particular, o apoio da minha Família:

Ao Pedro, a quem dedico este livro, pelo nosso encontro feliz.

Aos meus Filhos, a luz da minha vida.

Aos meus Pais, a quem devo o que sou.

Aos meus Irmãos, pelo afecto que nos une.

Aos meus Avós, de quem herdei a veia artística.

À minha Tia Maguy, que me incentiva a criar.

Também gostaria de agradecer ao Professor Luís Carmelo, pela generosidade ao aceitar o meu convite para escrever o Prefácio; à escritora Maria Manuel Viana pela sensibilidade com que apresentou o meu livro e, finalmente à Chiado Editora pela concretização do sonho de editar um livro.

Como é impraticável nomear cada um de vós, agradeço a todos por estarem aqui hoje a partilhar este momento de felicidade.

Gostaria de falar-vos um pouco do livro Contos de Desencontros.

Escrever contos que coubessem numa página A4. Desta ideia simples nasceu, no Verão passado, o livro “Contos de Desencontros”.

Os 12 contos, curtos e intensos, têm a ambição de “fazer sentir” e abordam temas como o amor, o desejo, a paixão, a violência doméstica, a homossexualidade, os encontros e os desencontros da vida.

Em termos de processo criativo, confesso que a minha mão foi-se soltando e libertando personagens, o reformado que quer começar a viver, o palhaço que não consegue verter uma lágrima, a prostituta que gosta de poesia, entre outras.

Todavia, para mim, é na combinação forte entre texto e imagem, propiciada pelo facto de ser também a autora de todas as colagens que ilustram o livro, incluindo a capa, que reside a sua originalidade.

Para finalizar, desejo-vos a todos um bom “encontro artístico” com o meu livro, que espero seja a partir de hoje, também vosso.

Muito Obrigada”.

 

sábado, 28 de março de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Contagem decrescente para o lançamento do meu livro “Contos de Desencontros”: falta 1 dia



Amanhã às 20h15 no Ondajazz
Arco de Jesus, 7 - Alfama – Lisboa 
(junto ao Campo das Cebolas)
Contamos consigo

quinta-feira, 26 de março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

Mayra Andrade em Portugal


Para saber mais, clicar aqui 

Mudança da hora no dia 29 de Março de 2009

Na madrugada do dia 29 de Março (Domingo), a Hora Legal muda do regime de Inverno para o regime de Verão.

- Em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, à 1:00 hora da manhã adiantamos o relógio de 60 minutos, passando para as 2:00 horas da manhã.

- Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à meia-noite (00:00) de Domingo, dia 29 de Março, passando para a 1:00 hora da manhã, do mesmo dia.

Fonte: Observatório Astronómico de Lisboa

No trilho da felicidade




Umbigo apresenta


Binary Bodies – After Muybridge, de Manuel Luís Cochofel











Lançamento da revista Umbigo nº 28

Inauguração 1 de Abril a partir das 19h
Galeria Fábulas (Chiado)
Horários: De Segunda a Sábado das 10 às 24h.
Até 30 de Abril

Galeria Fábulas
Calçada Nova de São Francisco nº 14
salubaf.blogspot.com

Manuel Luís Cochofel
http://www.cochofel.net/
http://www.umbigomagazine.com/
Travessa de São Pedro nº 9 1º dto, Lisboa
+351213461019
Uma exposição Umbigo, com curadoria de Elsa Garcia e Miguel Matos. Até 30 de Abril.

Fonte: Umbigo

Eduardo Prado Coelho homenageado em Famalicão, 27 de Março

Um ano depois de uma sala com o espólio bibliográfico de Eduardo Prado Coelho ter sido inaugurada em Vila Nova de Famalicão, a autarquia decide homenagear o escritor com um colóquio. “Recordar Eduardo Prado Coelho” decorre dia 27 de Março, numa altura em que se comemora o aniversário do nascimento do escritor.
Dividido em dois painéis, o da manhã "mais académico", vai contar com a presença dos investigadores Sérgio Sousa e Maria Emília Pereira, da Universidade do Minho, e de Eunice Cabral, da Universidade de Évora.
No da tarde estão já confirmadas as presenças de José Manuel Mendes, Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, de Nuno Júdice, poeta e catedrático da Universidade Nova de Lisboa e de Fernando Pinto do Amaral, catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, poeta e crítico literário.
Como presenças confirmadas estão, também, a de Alexandra Prado Coelho, filha do escritor - jornalista do "Público" -, e de Maria Manuel Viana, viúva do escritor.
A Biblioteca pediu, por outro lado, a vários amigos de Eduardo Prado Coelho "a escrita livre de um texto que funcione como testemunho e releve a personalidade do homenageado".
Para esse efeito foram contactadas várias personalidades, entre as quais o embaixador e ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho, que já confirmou o envio de um texto, o presidente do Tribunal de Contas Guilherme, de Oliveira Martins, que confirmou a gravação de um testemunho em DVD para ser visualizado durante a sessão, e o escritor e eurodeputado Vasco Graça Moura, que enviou um texto para ser lido na sessão.

Fonte: Rádio Universitária do Minho (RUM)

Mar de ilusões e afectos aprisionados na água



LUZ


Janelas de Afecto


Apesar das portas que se fecham, a vida, às vezes também nos surpreende com janelas de afecto que se abrem inesperadamente.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Quem será o(a) próximo(a) Provedor(a) de Justiça? Aceitam-se apostas.

Segundo os Estatutos, o Provedor de Justiça é, nos termos da Constituição: “um órgão do Estado eleito pela Assembleia da República, que tem por função principal a defesa e promoção dos direitos, liberdades, garantias e interesses legítimos dos cidadãos, assegurando, através de meios informais, a justiça e a legalidade do exercício dos poderes públicos”.
É por demais evidente a relevância desta função, na defesa dos direitos do cidadão, na prevenção e reparação de injustiças.
Assim, a escolha do próximo(a) Provedor(a) de Justiça diz-nos respeito a todos.

O que causa manifesta estranheza é a (aparente) complexidade em encontrar alguém que preencha os principais requisitos de elegibilidade: “reputação de integridade e independência”.
A demora (9 meses) na resolução deste impasse político é, sem dúvida, um sinal preocupante para a democracia. Por um lado, realça a dificuldade na escolha da personalidade mais adequada para exercer com autonomia este importante cargo; por outro, evidencia a dificuldade de entendimento entre PS e PSD em prol do bem comum.
É por isso, que esta situação causa incómodo geral e até embaraço (tardio) ao Presidente da República.

Mas e o cidadão comum, perante esta situação de “birra” entre Partidos, não pode fazer nada? Provavelmente só lhe resta apresentar queixa ao actual Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, pela manifesta incapacidade dos poderes públicos resolverem a sua própria sucessão!


11 meses de sensibilidade criativa, 25 de Março


À nossa cumplicidade!

domingo, 22 de março de 2009

1º. PRÉMIO SEPÉ TIARAJU DE POESIA IBERO-AMERICANA 2009

Instituído pela Oca das Letras (revista cultural), visa incentivar e divulgar poesia concebida nas línguas espanhola, portuguesa e guarani.
Inscrições até 31 de Agosto de 2009.
Para aceder ao Regulamento, clicar aqui


sábado, 21 de março de 2009

“Não tenhamos ilusões: a literatura é mais aberta do que o cinema”, João Botelho


Para ler a entrevista na Ípsilon, aqui 

Conselho da Semana




Faça da solidariedade o seu lema de vida.

À sua espera




Contagem decrescente para o lançamento do meu livro “Contos de Desencontros”: faltam 7 dias


Sábado, 28 de Março, às 20h15 no Ondajazz
Arco de Jesus, 7
Alfama – Lisboa
(junto ao Campo das Cebolas)

Prefácio de Luís Carmelo
Pré-Publicação no PNETliteratura
Chiado Editora

É Primavera


quinta-feira, 19 de março de 2009